sexta-feira, 1 de julho de 2011

Tecnologia estende nossa comunicação

O autor Henry Jenkins comenta o crescimento do acesso à rede no País e especula como isso pode mudar a forma como o brasileiro conta histórias.


Henry Jenkings, autor de “Cultura da convergência”

Amanda Demetrio*

Não são as belezas naturais do Rio de Janeiro que trazem o professor e pensador Henry Jenkins ao Brasil, e sim a forma como os brasileiros estão contando suas histórias com a ajuda da tecnologia.
Autor do livro "Cultura da Convergência", ele participará da 7ª edição do Descolagem, que ocorre no Rio, no próximo sábado. À Folha, ele falou sobre o impacto das novas tecnologias. Leia, abaixo, os principais trechos.

Como você vê o impacto das novas tecnologias na vida das pessoas?
Frequentemente, nós fazemos perguntas sobre como as tecnologias estão afetando nossa vida, mas eu gosto de questionar o que nós estamos fazendo com as tecnologias. Colocando isso em um nível mais simples, estamos usando as novas mídias para aumentar nossa capacidade de comunicação em todos os aspectos da nossa vida. Nós as usamos para aumentar nosso alcance, para que possamos nos comunicar com pessoas do outro lado do planeta.
Também podemos usá-las para acelerar a velocidade da nossa comunicação, o que acaba acelerando o ritmo de certas rotinas diárias. Estamos nos apropriando das novas tecnologias para sermos capazes de compartilhar ideias com uma quantidade de pessoas muito maior.
Assim, um vídeo produzido por um adolescente no quarto dele tem o potencial de atingir milhões por meio do YouTube, apesar de não existirem garantias de que isso irá acontecer. Então, para aqueles que estão mais imersos nas mídias digitais, todas as transações (entre as famílias, com os amigos, com os parceiros de negócios) estão mudando, como resultado do que estamos escolhendo fazer com essa extensão da nossa capacidade de comunicação.

Como o mundo visto por meio de várias mídias (no modelo transmídia) mudou o jeito como consumimos conteúdo?
O jeito mais claro de pensar sobre isso é por meio de um exemplo que tomou os jornais na semana passada: o anúncio da autora J. K. Rowling. Ela lançou o Pottermore, uma espécie de rede social voltada para a leitura interativa da série de livros "Harry Potter".
O anúncio de Rowling tem duas premissas básicas: a de que os leitores são uma parte ativa da experiência de leitura criada por ela e a de que os leitores estão sedentos por mais do que eles podem ter com os livros e filmes que já existem. Ela está criando algo novo, que aumenta os recursos disponíveis para os fãs dos livros -- ela prometeu mais de 100 mil novas palavras sobre o mundo em que Potter vive.
Mas esse novo conteúdo estará disperso no tempo, integrado nas margens dos livros originais e disponível apenas on-line. Isso representa uma nova relação entre um autor e seus leitores, um relacionamento que envolve contínuas interações e extensões da ficção criada pela autora e que envolve algum nível de engajamento feito por meio da rede social que ela construiu ao redor do livro.
Isso também dá a Rowling um controle maior sobre a publicação de novas informações e sobre sua relação com os fãs. Essa é a promessa do mundo transmídia. Mas isso fica mais complicado, já que existe uma infraestrutura de fãs que cresceram ao redor desses livros e filmes e que já faz, independentemente, um pouco do que ela está prometendo fazer com o Pottermore. Então, ela vai ter que negociar com as expectativas dos fãs e tentar compreender o jeito com que eles vão lidar com a história. E essa é a luta de se estar entre a web 2.0 e a cultura participativa.

O modelo transmídia, por meio do qual é possível contar histórias com o uso de vários meios, já é visto no Brasil?
Isso é parte do que eu quero aprender mais durante minha viagem. Eu já estive no Rio de Janeiro e em São Paulo e pude conhecer pessoas supercriativas na Rede Globo, um centro importante para a produção de novelas e uma empresa que está interessada no entendimento completo de o que a transmídia pode trazer. Ainda tenho muito o que aprender sobre o papel da mídia no seu país, mas tudo o que eu já aprendi sugere que o Brasil está prestes a se tornar uma superpotência da mídia e da cultura pop.

No Brasil, o acesso à internet ainda não é para todos. Acha que vamos nos apropriar da rede de uma maneira diferente do que ocorreu nos EUA?
Nós temos combinado mídias diferentes para contar histórias durante a história da humanidade. No meu país, a internet tem sido uma peça-chave no processo transmídia, mas não há razões para que isso tenha que ser o centro da transmídia no Brasil. O modelo transmídia envolve usar a mistura mais apropriada de plataformas de mídia para uma história particular, para atingir uma audiência em particular. E isso pode ser feito por meio de formas tradicionais como músicas, performances ao vivo, comunicação oral e escrita, arte, transmissão de TV e filmes.
Parte do que torna o Brasil um lugar interessante nesse processo é que vocês têm práticas de cultura popular vibrantes --o samba e o carnaval, por exemplo-- que ainda fazem parte da rotina das cidades. Nos Estados Unidos, as práticas populares foram quase que extintas com o crescimento das mídias de massa.
Eu vejo a cultura de participação tomando forma na intersecção entre as culturas populares e a cultura digital, então, enquanto o Brasil se torna mais on-line, é possível que a sua cultura digital tome um formato diferente, por causa da sua forte tradição popular.

Como a organização das pessoas em rede pode ajudar os países em desenvolvimento?
A comunicação feita em rede permite que as pessoas juntem recursos para o benefício de todos. Nós sempre tivemos redes sociais. Em várias comunidades mais pobres, as pessoas sobrevivem cuidando uns dos outros, trocando favores, emprestando recursos, resolvendo problemas de uma maneira coletiva. Essas práticas têm muito em comum com o que começamos a ver com o surgimento das comunidades on-line.
Essas comunidades são, como o antropologista norte-americano George Lipsitz sugere, ricas em rede, mas pobres em tecnologia. Então, com um Brasil mais on-line, poderemos ter os mais pobres ensinando os mais ricos sobre como viver em uma economia de rede.

Pelos seus livros, podemos ver que você é um grande estudioso do comportamento dos fãs. Como você acha que a tecnologia permite que os fãs sejam mais criativos?
Eu não diria necessariamente que a tecnologia permitiu que os fãs fossem mais criativos. Eles sempre foram criativos e foi isso que me levou a estudar o comportamento deles há mais de duas décadas. Os fãs são uma comunidade popular e viva que usa os recursos das mídias de massa para criar e compartilhar o que eles criaram com outros. Eles usam qualquer ferramenta que estiver disponível.
Eles fizeram criações com máquinas de fazer cópias, eles editaram vídeos usando dois videocassetes. Sim, existem novas formas de produção cultural na era do YouTube e do Facebook, mas o que realmente mudou é a natureza com a qual as culturas circulam.
Isso é o centro do meu próximo livro, que estou escrevendo com Joshua Green e Sam Ford. No passado, as pessoas faziam vídeos caseiros que eram domésticos no conteúdo e na exibição, e eles não saiam da esfera privada. Hoje, os vídeos caseiros, na verdade, são filmes públicos --eles se espalham on-line das maneiras mais diferentes. E a mídia criada pelos fãs está coexistindo com a mídia oficial para moldar a percepção do público de um universo ficcional específico. Isso está dando aos fãs uma influência cultural muito maior do que eles tinham antes.

Como podemos lidar com as questões dos direitos autorais quando estamos falando de um mundo constantemente recriado pelos fãs?
Nós precisamos repensar os direitos autorais e o seu uso justo. Nossa estrutura atual de leis foi desenhada para acomodar as necessidades de uma cultura em que um número limitado de pessoas poderia produzir e compartilhar informações. Agora, vivemos em um mundo onde mais e mais pessoas são capazes de participar da cultura nesse nível, e, ao democratizarmos a participação na criação de ideias, nós temos que mudar a propriedade intelectual para um direito que possa ser de todos os membros da sociedade.
Nós temos o direito de participar significativamente da nossa cultura e isso inclui o direito de citar e responder a materiais produzidos pela nossa cultura.
Isso não significa que as empresas ou os autores tenham que desistir de controlar o que acontece com suas ideias, mas significa que eles têm que perceber que o seu controle sobre esses materiais nunca é absoluto.
Os autores sempre criaram a partir do trabalho de outros autores e o que mudou é apenas que agora temos uma classe muito maior de pessoas querendo ser autores da cultura.


*Amanda Demetrio é jornalista e fez essa entrevista para o jornal Folha de São Paulo. A reportagem foi publicada na editoria “Folha Tec”, do dia 29 de junho de 2011.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Revista GEMInIS chega a sua segunda edição

O Grupo de Estudos sobre Mídias Interativas em Imagem e Som – PPGIS/UFSCAR, lançou na última semana a 2ª edição da Revista GEMInIS, que aborda o tema “Mobilidade: tendências e desafios na era digital” e traz trabalhos que discutem o impacto da convergência digital dos dispositivos móveis na sociedade contemporânea nos mais diversos campos, como na Educação e nas produções artísticas e culturais.
A revista online e semestral tem como objetivo reunir trabalhos científicos e artísticos que tratem de fenômenos próprios da convergência midiática.
A coordenação do GEMInIS está a cargo do professor Dr. João Massarolo, que é cineasta, professor universitário, Doutor em Cinema e Audiovisual pela USP e é diretor e roteirista de vários filmes. Atualmente é professor associado do Departamento de Artes e Comunicação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).
Como informa o site da publicação o GEMInIS tem reuniões semanais, às quartas-feiras a partir das 14h, na sala do Livid do Departamento de Artes de Comunicação da UFSCar, tendo como assunto, durante o ano de 2011, a “Narrativa Transmídia”.
Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre a publicação, bem como ler todos os textos na íntegra é só acessar o site www.revistageminis.ufscar.br

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Internet vem ressuscitando alguns hábitos milenares

Alex Castro*

Antigamente, quando escrever não era profissão nem gerava benefícios concretos, era praxe atribuir textos a autores mais famosos. Nem Moisés escreveu o Gênese, nem Salomão, o Cântico dos Cânticos. Mas seus autores acharam que o trabalho seria levado mais a sério se “endossado” por personalidades de prestígio.
A estratégia não poderia ter sido mais bem-sucedida: ambos são textos canônicos para boa parte da humanidade. Naquela época, aliás, o próprio processo de disseminação dos escritos era caótico e irregular: cada obra tinha que ser copiada individualmente e sabe-se lá as distorções que cada copista acrescentava.
Com o advento da imprensa, tudo mudou. Cervantes começou a escrever Dom Quixote enquanto estava preso por seus credores. Ele seguiu todos os trâmites da lei para registrar a autoria da obra e, graças a isso, viveu seus últimos anos em conforto - e sem dívidas. Na nossa época de produção em massa de livros, os autores fazem questão de se identificar e amealhar os frutos pecuniários do seu trabalho.
E lá veio a Internet mudar tudo mais uma vez. Pessoas que jamais teriam acesso a uma editora - ou a um copista medieval - agora podem disseminar livremente seus textos. E como tornar aquela sua crônica bobinha sobre uma família classe média em algo respeitável? Simples: assine Luís Fernando Veríssimo.
Essas fraudes, apesar de dolorosamente óbvias, acabam sendo aceitas pela maioria dos leitores. Não é de se surpreender, como exposto em outra coluna, que matérias de sites humorísticos como o Cocadaboa sejam retransmitidas sem menção da fonte e tomadas como a mais sacramentada verdade.
Entretanto, esse fenômeno antigo, devidamente ressuscitado pela Internet, está ameaçando arrastar aos tribunais brasileiros o nome de uma de nossas maiores autoras: Clarice Lispector.

Mude, de Edson Marques ou Clarice Lispector
Em 2001, a agência publicitária Leo Burnett criou uma campanha para comemorar os 25 anos da Fiat no Brasil. Um dos pontos altos do comercial era um belíssimo poema sendo narrado em off. Em release divulgado pela agência, o poema é atribuído à Clarice Lispector. Uma matéria no Estado de São Paulo chegava a dizer: “O publicitário Alexandre Skaff mergulhou na obra de Clarice Lispector e achou inspiração nos versos de Mude para criar o filme de 25 anos da Fiat”.
Entretanto, o poema Mude, de larga circulação na Internet, já foi atribuído, além de à Clarice, também a Paulo Coelho e Cecília Meireles. Paulo Coelho, com integridade, elogiou o poema, mas não o reconheceu como seu. Cecília e Clarice, falecidas, não tiveram chance de fazer o mesmo.
O poeta Edson Marques afirma ser o autor da poesia, registrada por ele na Biblioteca Nacional. Além disso, Mude também já foi interpretada por Antonio Abujamra, na peça Mefistófeles, e por Pedro Bial, no CD Filtro Solar, da Sony Music, sempre creditada a Edson Marques. Matéria da Veja, de julho de 2003, também cita a poesia Mude como sendo de Edson, apesar de comumente atribuída a Clarice.
Talvez tudo seria mais fácil se Edson fosse um autor à moda antiga. Mas Mude nunca foi publicada em meio impresso. A poesia existe na Internet, nos sites de Edson e em diversos outros sites que a atribuem a ele.
Conversei longamente com o Edson. Ele diz não querer dinheiro de ninguém. Só deseja que a Leo Burnett faça uma retratação pública do release onde afirma que Mude é obra de Clarice.
A Leo Burnett não quis comentar o assunto. Sua posição oficial é que comprou os direitos de uso do poema legalmente do herdeiro de Clarice Lispector. Ponto.
A Rocco, editora de Clarice Lispector, também tirou o corpo fora: disse ser somente responsável pelos direitos de publicação da obra da autora. Uma agência que desejasse direitos de licenciamento para um comercial teria que negociar diretamente com o herdeiro.
Edson está oferecendo US$10 mil para quem provar que Mude é de Clarice. Nenhum voluntário se apresentou. Na obra completa da autora, não há livros de poesia. Além disso, fontes extra-oficiais dentro da Leo Burnett me confirmaram que Alexandre Skaff realmente encontrou a poesia enquanto navegava na Internet. Mais uma vez, a Internet. Será ela a culpada de tudo?

Alex Castro é editor do seu “Guia de Blog” na Internet

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Quero ser famoso. Conheça o comércio de fãs e seguidores nas redes sociais


Izabela Vasconcelos*

O que o dinheiro não compra? Na internet, ele compra até “amigos” virtuais. Sites nacionais e internacionais comercializam seguidores, fãs no Facebook e views no YouTube. Há ofertas de venda de seguidores e até de perfis ‘bombados’ para mostrar o quanto você é ‘famoso’ nas redes sociais.
A reportagem entrou em contato com o Big Follow, que comercializa seguidores no Twitter, com serviços gratuitos e VIPs (pagos). Segundo o vendedor, a base de tuiteiros (seguidores à venda) é montada com os usuários do serviço gratuito, que se cadastram no site para inflar seus followers. No serviço gratuito todos sabem que o tuiteiro usou o recurso, já que há o retuíte de uma mensagem automática promovendo o serviço. Já no VIP, a aumento de seguidores é sigiloso.
De acordo com o vendedor, na época de eleições, o serviço é muito procurado por agências de políticos. Atualmente, a procura pelos seguidores se divide entre 50% de pessoas físicas e 50% de agências de cantores, atores e políticos. Nos planos da empresa, 5.000 seguidores saem por R$ 500, 10 mil por R$ 1.000, 20 mil por R$ 2.000 e 50 mil por R$ 5.000.

Até no crediário
No Mercado Livre também há promoções de seguidores, que vão de R$ 380,00 a R$ 400,00 por 5.000 followers. O mais impressionante é uma oferta de R$ 330,00, dividido em 12 vezes, por um perfil de 95 mil seguidores. Neste caso, o usuário compra o perfil inflado e altera as informações pessoais.

Serviço é contra as regras das redes sociais
De acordo com a advogada Isabela Guimarães, do escritório Patrícia Peck Pinheiro Advogados, especializado em direito digital, serviços como este são contra as regras das redes. “O Twitter é muito claro em proibir isso. Essa prática é considerada spam. Não existe ilegalidade judicial, mas é ilegal para o Twitter, que pode excluir o perfil de um usuário caso venda ou compre seguidores, já que a proposta do site não é  a de uma competição entre quem tem mais seguidores”, afirmou.
Isabela também explicou que a prática não se converte em relevância. “A maioria desses perfis são falsos, não têm movimentação e os perfis que ficam 6 meses sem movimentação são excluídos, de acordo com as regras do Twitter”.

Facebook e YouTube
Além de seguidores no Twitter, a empresa Socialkik também comercializa fãs no Facebook e visualizações no YouTube. Os planos giram entre US$ 10,00 e US$ 1.199. Os clientes podem inflar seus perfis com pacotes a partir de 1 mil fãs (o número máximo é 50 mil fãs). Para o YouTube, os planos vão desde 5 mil a 100 mil visualizações. Os dois serviços, tanto no Facebook como no YouTube, também são contra os termos de uso das redes, que proíbem a comercialização de perfis e o uso das plataformas comercialmente.

Relevância
Com tantas ofertas, a pergunta é: como saber se uma empresa, político ou artista é realmente influente nas redes sociais. Uma dica é acompanhar a atividade do perfil, saber se posta com frequência, se seus seguidores interagem com ele e se também são regulares na rede, já que na maioria desses serviços os followers seguem automaticamente, sem manter interação ou afinidade, mesmo que virtual, com seus ‘compradores’.

*Izabela Vasconcelos é jornalista e editora do Portal Comunique-se.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

EPIC 2014

Este vídeo, feito em 2004 - originalmente com o nome "EPIC 2014" - foi criado pelos jornalistas americanos Matt Thompson, do Star Tribune, e Robin Sloan, da emissora de TV por satélite Current. É interessante pensarmos que para termos um futuro melhor com a internet (com um conteúdo mais útil e democrático) ou um futuro pior (cheia de informações superficiais ou falsas) depende do rumo que dermos a ela desde agora.


*O vídeo foi uma indicação do professor de Filosofia e aluno do curso de pós-graduação Comunicação: linguagens midiáticas, Lyard Ferreira.

terça-feira, 17 de maio de 2011

USP promove videoconferência

Acontece nesta terça-feira (17/05), às 19h, a videoconferência “Letramento: conceito e consequências no processo de constituição do leitor”, que está vinculada ao Observatório da Educação/Capes/INEP-PUC-SP.
O convite é aberto a todas as pessoas que se interessarem pelo tema, sendo que para assistir a videoconferência é necessário ter uma boa conexão com a internet, e o Internet Explorer instalado na máquina.
“A pessoa que quiser assistir é só acessar o link e participar, não será necessário login e senha”, comenta o técnico em Telecomunicações da USP-CIRP-SCSUPOR, Alexandre Magno Vieira Lima.
A palestrante será Dionéia Motta Monte Serrat, que é doutoranda do programa de PG em Psicologia-FFCLRP-USP e bolsitas da CAPES, junto à Sorbonne III (La Nouvelle) em 2010.
O link do site para transmissão é o http://iptv.usp.br/portal/home.jsp
Para maiores informações o telefone é (16) 3602-4737.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Confirmado: iPad será fabricado no Brasil

Rumores sobre uma possível fábrica da Apple no Brasil existem há muitos anos, mas no começo do mês eles se intensificaram, com a declaração de um colunista da revista Isto É, que um acordo entre o governo e a empresa da maçã estava para ser fechado.
Depois disso, outras revistas se juntaram ao coro, e agora o governo brasileiro confirmou que a Foxconn, empresa que fabrica os produtos da Apple na China e exporta para o mundo todo (incluindo Brasil), fará um enorme investimento em terras tupiniquins.
O investimento de US$ 12 bilhões foi firmado após a visita da presidenta Dilma Rousseff à China, onde se reuniu com Terry Gou, CEO da Foxconn. O Ministro da Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante, confirmou que com isso a Apple começará a produzir o iPad no Brasil.
Apesar das condições do acordo ainda não estarem fechadas, como prazos e locais onde o investimento será feito, o ministro afirma que os primeiros iPads “Made in Brazil” chegarão às prateleiras já em novembro desse ano. A Foxconn possui fábricas em 3 cidades brasileiras: Manaus (AM), Indaiatuba (SP) e Jundiaí (SP).
Vale lembrar que a Foxconn no Brasil também produz produtos da Sony, Sony Ericsson, HP, Dell, entre outros. O valor será investido também na produção de telas para celulares e tablets.
Como atrativo para convencer a empresa a vir para o país, o governo pode incluir os tablets no Processo Produtivo Básico (PPB), o que possibilitaria a redução de custos dos dispositivos em até 31% em comparação com os importados. A medida também beneficiaria outras fabricantes que produzem seus produtos por aqui, como a Motorola, com Xoom, e a Samsung, com o Galaxy Tab.
Se você está contente pela redução de preços dos tablets no mercado nacional, fique feliz também pelos milhares de empregos que deverão ser gerados.

Fonte: A matéria foi retirada do site www.tudocelular.com

terça-feira, 10 de maio de 2011

Geração Y

Este vídeo retrata as mudanças que os jovens passaram e seu contexto na história.
Uma indicação da professora Dra Naiá Sadi Câmara, coordenadora de Letras e dos cursos de pós-graduação Comunicação: linguagens midiáticas e Didática do Ensino Superior, do Centro Universitário Barão de Mauá. Naiá também ministra aulas de Linguística e Leitura e Produção de textos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Alunos participam de palestra sobre mídias interativas em imagem e som


Rogéria Gamba*

No dia 27 de abril, os alunos do curso de Pós-Graduação em Comunicação: Linguagens Midiáticas da Barão de Mauá receberam os membros do GEMInIS - Grupo de Estudos sobre Mídias Interativas em Imagem e Som da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).
Na ocasião, o grupo realizou um bate-papo sobre “Narrativas Transmidiáticas”. O evento aconteceu no anfiteatro da Unidade Central.
O GEMInIS é considerado como um dos mais importantes grupos de estudos midiáticos do país, certificado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Imagem e Som da UFSCAR.
O grupo tem a coordenação do professor, Dr. João Massarolo e atua nas linhas de pesquisas: Narrativa Audiovisual e também nos Processos Midiáticos e Tecnólogicos em Imagem e Som.

*Rogéria Gamba é jornalista e assessora de imprensa do Centro Universitário Barão de Mauá. Além de estar cursando pós-graduação Comunicação: linguagens midiáticas.

domingo, 24 de abril de 2011

Anfion

                                   Cristiane Rodrigues*

Eu procuro
no avesso desta cidade
a Tebas que desejo:
música sem som
erguida vazia sobre larga laje torta,
sustida por ruído redondo
dos carros que
passaram em amplidões construídas.
Apenas o vento
e a vista
no lugar da organicidade.

*Cristiane Rodrigues de Souza, é professora do curso de graduação de Letras e de pós-graduação Comunicação: Linguagens midiáticas do Centro Universitário Barão de Mauá. Ela vive em Ribeirão Preto, é nascida em Adamantina e cresceu na pequena Irapuru, outra cidade paulista. Bastante jovem, é mestre em Letras pela UNESP de Araraquara e atualmente doutora pela USP. Com formação também em música tem estudado a poesia de Mário de Andrade em relação com a crítica de música desse autor.

domingo, 17 de abril de 2011

O show virou videoclipe

Rodrigo Ziviani*

Desde que o videoclipe ganhou identidade própria, com o advento da MTV no início da década de 80, sua influência em outras expressões artísticas só aumentou. No cinema, por exemplo, inspirou o inusitado “Corra, Lola, Corra”, de 1998. A linguagem fragmentada e veloz, consagrada nos anos 2000 pela internet, deixou a telinha e o computador para ganhar os palcos.
Foi isso o que Madonna fez. Ela, que ajudou a criar o videoclipe como o conhecemos hoje, é a responsável por uma fórmula polêmica: o show-videoclipe.
Em sua turnê mais recente, “Sticky & Sweet”, que passou pelo Brasil no final de 2008 e foi encerrada no ano seguinte em Israel, a cantora se utilizou de todos os recursos para transformar seu espetáculo em um set tecnológico e sem intervalos, repleto de estripulias visuais. O DVD, gravado há dois anos no estádio River Plate, em Buenos Aires, Argentina, comprova a tese da primeira à última faixa.
Adotando elementos simples e estratégicos, como bases musicais pré-gravadas, pré-edição, movimento e muita tecnologia, a rainha do pop tornou sua apresentação plasticamente perfeita, porém pagou um preço por isso. Para poder se comunicar com a nova geração, menos culta e acostumada aos vídeos de cinco minutos do Youtube, Madonna concebeu um show poderoso e imagético, porém dependente dos recursos tecnológicos e, por isso mesmo, mais frio.
São 24 músicas milimetricamente ensaiadas, com pouca ou quase nenhuma conversa com o público, que assiste à extravagância como a uma TV gigante.
Popular entre todas as gerações, justamente por manter sua aparência e obra jovens e atuais, Madonna obedece hoje à lei da sobrevivência no mercado competitivo do universo pop. Portanto, adequou-se a ele e às novas formas de se comunicar com os consumidores de música e enlatados culturais, deixando que telões móveis, luzes e plataformas, tudo controlado por computador, dividam espaço com ela, a banda e os dançarinos. A plateia, disposta a pagar 600 reais por ingresso, não quer mais as referências cinematográficas, teatrais e underground que Madonna explorou tão bem no início da carreira. Agora, as palavras de ordem são rapidez e tecnologia. Madonna entendeu o recado. E faz parecer que seu show, de duas horas cravadas, feliz ou infelizmente, não passe de um mero videoclipe de cinco minutos.
Financeiramente, o plano vingou. “Sticky & Sweet” foi vista por mais de três milhões e meio de pessoas, em 32 países, e arrecadou meio bilhão de dólares, estabelecendo um recorde.

*Rodrigo Ziviani é pós-graduado em Comunicação: Linguagens Midiáticas e apresentou como sua tese de conclusão de curso: “Sticky & Sweet” – show ou videoclipe?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Competência comunicativa


Marília Marcucci*

Quanto uma carreira bem sucedida depende de uma boa comunicação? E, quanto a comunicação pode ajudar no crescimento de uma carreira?
Para ter êxito profissional não basta conhecer o assunto e ser um excelente técnico. É essencial saber comunicar o que se sabe, abstrair ideias, construir bons argumentos e dialogar com os inúmeros discursos que circulam em nosso universo profissional.
O primeiro passo recomendado àqueles que desejam aprimorar sua competência comunicativa é sujeitar os seus discursos a uma avaliação sociolinguística, para saber em que nível está essa competência. Um trabalho de aprimoramento, como aulas de redação ou oratória, só terá eficácia se estiver fundamentado em uma análise detalhada dos discursos produzidos pelo falante (usuário da língua).
O conceito de sociolinguística está ligado ao estudo da língua em uso no seio das comunidades de fala, relacionando aspectos linguísticos, sociais e culturais. A competência comunicativa diz respeito à habilidade de se comunicar, adequadamente, às diversas situações de interação.
São, por exemplo, objetos de análise, para apreensão da competência comunicativa, as modalidades fala e escrita; o plano situacional, a posição dos receptores e o assunto abordado; os graus de informalidade/formalidade e de competência/performance; os níveis de variação linguística; entre outros aspectos de escolaridade, faixa-etária, atividade profissional, aspecto coletivo etc.
Se a minha comunicação é de modalidade escrita e tem caráter formal, porque será dirigida a uma publicação científica, por exemplo, ela exigirá um grau mais elevado de abstração, o domínio de uma metalinguagem específica, e principalmente, o conhecimento da língua padrão, porque erros gramaticais são imperdoáveis nesse contexto. Por outro lado, se a minha comunicação é formal, mas de modalidade fala, o grau dessas exigências é diferente, e o bom uso delas depende mais de adequação à situação de comunicação do que de modelos preestabelecidos.
O fato é que o investimento na competência comunicativa não é uma necessidade apenas da área acadêmica ou dos profissionais de linguagens midiáticas e de comunicação, mas de todos aqueles que desejam crescer em seus campos de trabalho e atuar com segurança na carreira profissional, trocando informações, sabendo conduzir pessoas e expressar aquilo que sabe, persuadindo e vendendo ideias.
Se com o auxílio da comunicação, podemos mudar o rumo de histórias medianas e transformá-las em sucesso, ter consciência da competência comunicativa, buscando, sempre, o seu aprimoramento, representa um passo significativo em direção ao desenvolvimento.

*Marília Marcucci é redatora e assessora de comunicação da Moore Stephens e ex-aluna do curso de Pós-Graduação Comunicação: Linguagens Midiáticas.

e-mail: mary@msbrasil.com.br

quarta-feira, 30 de março de 2011

Alunos produzem videoclipes

Alunos com o professor Luis Paulo Campos

Os alunos de pós-graduação Comunicação: Linguagens Midiáticas, do Centro Universitário Barão de Mauá, de Ribeirão Preto, produziram dois videoclipes durante o módulo “Os diferentes gêneros”, ministrado pelo professor Luis Paulo Campos. Em aula teórica, os alunos foram instruídos quanto a este tipo de linguagem e, em seguida, orientados a se organizarem em dois grupos para escolha de uma música e produção de videoclipe.
O Grupo 1 escolheu a música “Minha mulher não deixa não”, de autoria de Reginho e Banda Surpresa. Já o Grupo 2 optou pela canção “Comida”, dos Titãs.
O videoclipe trata-se de um filme curto e em suporte eletrônico que tem sido amplamente difundido em virtude do advento da tecnologia e da banda larga. Nos dias atuais, estudiosos do “videoclipe musical” já identificam que na década de 50 já existia esse tipo de linguagem, como as cenas de Gene Kelly, em Cantando na Chuva (1952) e Elvis Presley, em Jailhouse Rock (1957).
O professor Luís Paulo Campos fez questão de indicar as melhores técnicas para se utilizar durante o processo de filmagem, bem como os efeitos e vinhetas na hora da edição. Para esse trabalho, os grupos contaram com a colaboração do técnico Lucas Arcêncio.
Sob a coordenação da Profª. Drª Naiá S. Câmara, o curso de Linguagens Midiáticas tem como objetivos atualizar os profissionais quanto a sua capacidade de comunicação; formar o profissional para ler e produzir diferentes gêneros textuais utilizando diferentes linguagens; apresentar as principais linguagens, gêneros, suportes e textos que constituem os discursos na sociedade e proporcionar condições de iniciação à pesquisa, promovendo a melhoria na atuação profissional.
Vale ressaltar que o videoclipe “Minha Mulher não deixa não” já está no Youtube e pode ser visualizado através do link: http://www.youtube.com/watch?v=rLj4xeyQQX4.
Em breve o outro videoclipe também estará no ar e o link será publicado no blog.

terça-feira, 15 de março de 2011

Alunos de Pós-graduação gravam programas de rádio


Os alunos do curso de pós-graduação em Comunicação: linguagens midiáticas, realizaram, durante todo o dia 26 de fevereiro, o trabalho prático da aula de rádio.
Primeiramente tiveram a aula teórica na Unidade Central do Centro Universitário Barão de Mauá, em que foram definidos grupos que desenvolveriam a gravação de programas radiofônicos.
A aula prática foi realizada na Unidade Independência. Os estudantes criaram um nome fictício para uma emissora de rádio, nome do programa, comerciais, além de selecionarem vinhetas e trilhas sonoras mais adequadas para inserção no programa, respeitando perfis de público previamente definidos pelo professor Gil Santiago.
Todos os programas de rádio foram editados pelo técnico André Bodão que, com muito profissionalismo e competência, orientou os alunos e, junto do professor Gil Santiago, indicou as melhores técnicas.
Os trabalhos já estão nas mãos da coordenadora Naiá e do professor Gil. Assim que forem avaliados serão disponibilizados aqui no blog para que todos possam ouvir e fazer o download.
Sob a coordenação da Profª. Drª Naiá S. Câmara, o curso de Linguagens Midiáticas tem como objetivos atualizar os profissionais quanto a sua capacidade de comunicação; formar o profissional para ler e produzir diferentes gêneros textuais utilizando diferentes linguagens; apresentar as principais linguagens, gêneros, suportes e textos que constituem os discursos na sociedade e proporcionar condições de iniciação à pesquisa, promovendo a melhoria na atuação profissional.

sábado, 5 de março de 2011

A Graça da Coisa



Trata-se de um conjunto de práticas coletivas em relação interdisciplinar, que pretende situar o participante em diferentes assuntos que têm como ponto comum a relação do ser individual com o espaço que o cerca, seja cotidianamente ou em forma de representação.
O universo artístico desdobrado em imagens com ou sem movimento e à luz do trabalho crítico-filosófico sobre o que permite a renovação da força criadora através dos tempos.

Serviço:
A Graça da Coisa
Curso de teatro de comédia, intervenção urbana e experimentação artística.

Orientador: Flávio Louzas, formado em artes cênicas pela UFOP, pós-graduado em Comunicação: linguagens midiáticas pelo Centro Universitário Barão de Mauá, ator, arte educador, palhaço, poeta.

Público-alvo: Curiosos de todas as áreas, máximo de 25 participantes, mínimo de 8 participantes para abertura de turma; a partir de 17 anos de idade.


QUANDO?
Quartas-feiras das 16h às 18h
Início: 23/2/2011
Carga horária: 36 horas, sendo 18 encontros de 2 horas.

ONDE?
Espaço a CoisaRua Amador Bueno, 1300 - Centro
Ribeirão Preto/SP

QUANTO?
R$ 50,00 mensais
30% revertidos para manutenção do espaço / R$ 5,00 para caixa de material

Inscrições Abertas:
As inscrições devem ser feitas mediante carta de apresentação, dados pessoais (nome, endereço, telefone, e-mail) e expectativas para experimentações artísticas e áreas de interesse. Dados devem ser enviados para: veuatelierteatral@gmail.com ou flavimlouzas@hotmail
Contato: 9288.5513 (Flávio) ou 9173.1085 (Fábio)